Em três episódios reportagem sintetiza a questão envolvendo a Fazenda Arado Velho – Belém Novo – Porto Alegre

Primeiro episódio:

 

Segundo episódio:

 

Terceiro episódio:

 

Leia mais sobre a Fazenda do Arado Velho localizada em Belém Novo, Porto Alegre(aqui).

Texto sobre a retomada Guarani Mbya (aqui).

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NOTA Movimento Preserva Belém Novo e campanha Preserva Arado

Fonte: Preserva Belém Novo

“Apresentação de projeto escancara ameaças, acusações, intimidações e agressão aos que questionam empreendimento na Fazenda Arado Velho

Como entender uma reunião marcada para um grupo seleto – Conselheiros e Delegados do Orçamento Participativo – sendo que nem todos foram avisados ou convidados?

O que esperar de uma apresentação feita por empreendedor investigado civil e criminalmente além de ser processado em ação civil pública por se beneficiar de alteração do Plano Diretor sem a participação da população?

E se essa apresentação se realizar na sede da Prefeitura? Sob a guarda de seguranças privados, com uma equipe à postos para registrar por fotos e imagens todos que se manifestem em desacordo com o empreendimento?

O que pensar ao ouvir o representante do empreendedor negar diversas vezes a existência de projeto diferente, apresentado à comunidade pela última vez em outubro de 2015 e que consta no Estudo de Impacto Ambiental?

Não bastasse esse quadro deplorável – onde o poder público está à mercê dos interesses privados – a cereja desse bolo indigesto é a confirmação das táticas impostas à população submetida à pressões, intimidações, ameaças e violência física.

A noite do dia 19 de julho de 2018 fica na história de Belém Novo.

“Liderança comunitária” que defende ferozmente o empreendimento, pela falta absoluta de argumentos, agrediu morador que ousou questionar as informações apresentadas. Atitude covarde e infundada, flagrada por dezenas que ali estavam.

Após dois anos e meio de insurgência frente ao mega empreendimento imposto para a Fazenda Arado Velho, os poucos moradores que souberam e participaram desse circo romano saem com atenção redobrada.

Repudiamos a violência utilizada contra morador do bairro que buscou exercer seu direito dever cidadão de participar de reunião que tratava de assunto de alta relevância para seu bairro e cidade.

Desprezamos a ação intimidadora de “representantes comunitários” bem como do empreendedor e seus representantes que faltaram com o respeito com a população de Belém Novo – excluída do debate sobre o tema – e com aqueles que questionaram a apresentação – constrangedoramente “fichados” e gravados pelas câmeras à serviço da empresa Arado.”

Juíza suspende eficácia de lei que aumentou índice construtivo na Fazenda Arado Velho

Fonte: Sul21

Refúgio de centenas de espécies de animais, incluindo peixes, jacaré, capivara, lontra, ratão do banhado, ouriço, graxaim, entre outros. (Foto: Movimento Preserva Arado – http://www.preservaarado.wordpress.com)

Marco Weissheimer

A juíza Nadja Mara Zanella, da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, reconheceu a existência de um vício na Lei Complementar 780/2015, que aumentou o índice construtivo na área da Fazenda Arado Velho, localizada na zona sul da Capital, e suspendeu liminarmente a eficácia da mesma. A referida lei alterou, por iniciativa do então prefeito José Fortunati, a Lei Complementar 434/1999, que instituiu o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental da Capital.

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O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou ação civil pública contra o município de Porto Alegre e a empresa Arado-Empreendimentos Imobiliários S.A. para apurar a existência de danos ambientais causados pela implementação do Condomínio Fazenda Arado Velho, na Estrada do Lami, bairro Belém Novo. Segundo apontou o MP, a nova legislação modificou os limites do regime urbanístico da Fazenda Arado Velho aumentando os limites construtivos da área rural de Porto Alegre, sem a adoção de algum instrumento de participação popular prévia. O MP requereu liminarmente a suspensão dos efeitos da Lei Complementar 780/2015 e, ao final, a declaração de ilegalidade de todo o processo legislativo.

O município de Porto Alegre argumentou foi assegurada a participação popular no caso em questão, por meio da audiência pública realizada no dia 30 de janeiro de 2014. No entanto, assinalou a juíza em sua decisão, o edital de convocação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente referia-se apenas ao licenciamento ambiental.

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre reconheceu que não houve requerimento para realização de audiência pública ou para o uso da Tribuna Popular. Na avaliação da magistrada, “a participação popular na fase de elaboração do projeto no Poder Executivo não supre a exigência imposta ao Poder Legislativo de realizar audiências ou debates públicos, bem como divulgar as informações que subsidiam o projeto de lei”.

Em função disso, Nadja Mara Zanella apontou a existência de vício material no processo legislativo, deferindo o pedido liminar para suspender a eficácia da Lei Complementar 780, de 20 de novembro de 2015.

Confira abaixo vídeo produzido pelo movimento Preserva Belém Novo sobre a riqueza da biodiversidade da Fazenda do Arado que estaria ameaçada por um megaprojeto habitacional:

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fpreservabelemnovo%2Fvideos%2F586383908187565%2F&show_text=0&width=560

Projeto Horta Urbana Arado Velho

Por Coletivo Plantaê

O Coletivo Plantaê, que nada mais é do que um grupo de moradores do bairro que se reuniram para dar vida a este projeto, ocupou, revitalizou e construiu canteiros em um pedaço da Avenida Inácio Antonio da Silva, no bairro Belém Novo, transformando a realidade desta área e possibilitando à comunidade um espaço de convivência e lazer.

O local, pertencente à prefeitura de Porto Alegre e que estava abandonado há mais de 20 anos, acumulava muito lixo e trazia consigo mau cheiro e ratos.

O projeto visa também impactar a vida das pessoas desta comunidade e de pessoas de fora dela, pois acreditamos que a união entre os indivíduos se torna necessária uma vez que eles precisam uns dos outros para que a horta siga adiante. Trazemos de volta para o convívio das pessoas valores como o respeito, o espírito de comunidade, a preocupação com o cuidado com o próximo, a fraternidade, paciência e o mais importante o verdadeiro significado da palavra amor, esse último sendo visto como um sentimento de reciprocidade e respeito às diferenças entre os indivíduos. Além disso, queremos construir uma consciência ecológica na comunidade, ressaltando a importância de cultivos sem agrotóxicos e do cuidado com o solo e meio ambiente através de palestras educativas e de, até mesmo, a apresentação de outros projetos que incentivem e compartilhem desses mesmos valores.

Como forma de aproveitar ao máximo esse espaço, foi construída uma área de lazer onde as pessoas podem se reunir para descansar e ou desfrutar da horta. Esse espaço está aberto para a realização de eventos culturais como aulas de yoga, circos de rua, aulas e palestras sobre agricultura e permacultura orgânica entre outras manifestações culturais necessárias para o enriquecimento filosófico e cultural do ser humano.

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Fotos: Felipe Farias. Coletivo Plantaê

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Fotos: Felipe Farias. Coletivo Plantaê

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Fotos: Felipe Farias. Coletivo Plantaê

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Fotos: Felipe Farias. Coletivo Plantaê

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Fotos: Felipe Farias. Coletivo Plantaê

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Fotos: Felipe Farias. Coletivo Plantaê

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Fotos: Felipe Farias. Coletivo Plantaê

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Fotos: Felipe Farias. Coletivo Plantaê

 

Apresentação de Diagnóstico Histórico e Arqueológico da Fazenda Arado Velho

AradoArqueologico

A Fazenda Arado Velho é PATRIMÔNIO INSUBSTITUÍVEL e ESTÁ AMEAÇADA pelo projeto do MAIOR EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO da CIDADE!!!
Venha CONHECER essa HISTÓRIA e ajude a DEFENDER esse PATRIMÔNIO que é de INTERESSE PÚBLICO, de TODOS!!!

Evento no facebook: Apresentação de Diagnóstico Histórico e Arqueológico da Fazenda Arado Velho